Professora cria paródias de funk para incentivar alunos

Mesmo com as aulas sendo ministradas de forma remota, as dinâmicas da docente continuam acontecendo

Ana Carolina usa diferencial para motivar os alunos de Várzea Paulista nas aulas de História e Geografia; estudantes se interessam mais pela escola e até participam sugerindo letras

Manter o adolescente focado nos estudos não é tão fácil assim. Para deixar seus alunos mais interessados nas aulas de História e Geografia, a professora Ana Carolina da Silva criou um método mais dinâmico para ensinar: paródias de funks e hits atuais, transformando e ressignificando a maneira de adquirir conhecimento.

“Parado no Bailão”, do MC L da Vinte, “Vamos pra gaiola”, do cantor Kevin O Chris, entre outras ganharam letras sobre Imperialismo e Continente Americano, promovendo identificação com a aula, já que a música está presente na rotina dos estudantes e uma forma diferente de aprendizado.

A professora de Várzea Paulista é ex-aluna da Unifaccamp, cursou História e recentemente terminou Pedagogia. “É raro se interessarem pelas matérias que ministro. Por isso tento ser a mais dinâmica possível, fazendo paródias, jogos e usando fantasias”.

“Busco estar sempre atenta à realidade dos alunos e seus conhecimentos prévios pra trazer em sala, mostrando que eles são importantes e devem estar na aula, serem participativos e sujeitos ativos. Nós professores somos o que eles têm pra não desistirem de estudar. Temos de encorajá-los e mostrar que eles podem e devem ter um futuro melhor”, afirma Ana.

Segundo a docente, esse foi um dos motivos para fazer paródias de funk e outros estilos musicais em algumas salas. “Muitos acham que pelo meio que vivem, ou sobrevivem, eles não vão aprender nada, mas adaptando o conteúdo para algo que eles já conhecem, a aprendizagem se torna muito melhor!”

Devido à pandemia do novo Coronavírus, as aulas estão acontecendo de forma remota, porém, a atividade musical continuou, mesmo no período on-line. “Eles adoram. As vezes tem até a participação deles na criação das paródias. Os estudos estão sendo complicados, muitos não têm o apoio ou os pais não têm uma educação básica para ajudar. No presencial, fazemos o possível para ajudar, mas, neste momento, nem todos têm acesso ao digital, então isso foge do nosso alcance.